Eleições! Que ano espetacular. Quando é ano de eleições vemos os tratores da câmara circular mais vezes, os jardins a serem aparados, as ruas a serem arranjadinhas com remendos manhosos, vemos miraculosamente todas as crianças a terem vaga na pré escola, and so on and so forth*.
(* e por aí a adiante)
O que mais gosto de ver por esta altura são os cartazes que se espalham rapidamente antes das eleições e depois definham com o tempo porque (curiosamente) já ninguém os vai tirar. O vento, a chuva e o sol encarregam-se de lhes dar um novo ar de desgaste a alguns candidatos que já antes mesmo da votação gastos estavam. (peço a quem ganhar as eleições que se digne rapidamente a limpar os cartazes que deixou: o povo agradece)....
Analisando bem as obras primas que se colam nas ruas, pracetas, rotundas, placards improvisados cravados no chão ou até mesmo encostadinhos a um poste (não vá o poste cair...) verificamos que (e ainda bem) temos candidatos penteadinhos, arranjados e sorridentes. Mas atenção.... não se deixem enganar pois existem cartazes onde as fotos das pessoas (que querem representar grandemente o povo) já têm uns aninhos, mas no caso das senhoras é giro porque a candidata nunca envelheceu. E quase que aposto já nem tem aquele casaco ou par de brincos que está na foto...... Mais ainda, caso não seja do vosso círculo diário, passam pelo candidato/candidata e nem lhe passam cartão, pois nem o/a conhecem....
Vi hoje na TV algumas preciosidades de fotos e slogans de algumas campanhas e devo dizer que uns primam pela estupidez, outros pelo snobismo total. Aqui na minha zona creio que todos eles seguem uma linha simples: os candidatos encarando o comum dos cidadãos e com slogans chamativos..... curioso aqui há uns dias um dos partidos decidiu mudar de slogan no cartaz....porque terá sido??????? O primeiro slogan evocava dias e provas passadas, o novo evoca as supostas batalhas futuras...... Haja guito e árvores para cortar!
VOTAR é urgente. Não fique parado em casa para depois durante 4 anos andar a dar à língua a dizer mal deste ou daquele que faz ou não faz. SE não contribui com o seu dever cívico então redima-se ao silêncio durante 1460 dias. VOTE! Só a votar é possível mudar. VOTAR é dar voz ao que queremos!
Agora o meu apelo aos que ficam a representar o povo: não se fechem nos escritórios, mantenham as 'linhas' abertas para ouvir a população, estejam atentos ao que vos rodeia, não aproveitem o poder em proveito próprio, preocupem-se com todos e não apenas só com alguns, não deixem coisas para fazer apenas no último ano do mandato **: lembrem-se são funcionários do povo e para o povo.
** Aquela lengalenga que as pessoas apenas se lembram do que foi feito no último ano é mentira. A memória é algo fantástico : é mais fácil recordar o que vai sendo bem feito do que recordar o que é feito à pressão.


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